Os dois. A maior dificuldade no masculino é que é uma identidade nova que surgiu hápoucos anos e que como todo estigma tem suas dificuldades e barreiras.
02. Quando você se descobriu Sílvio Lúcio, como as pessoas reagiram?Com desrespeito, ironia e em alguns casos exclusão. Está sendo muito difícil impor esta nova identidade.
03.Qual o marco do Sílvio Lúcio na história do movimento LGBT?
30 anos de militância na luta por direitos humanos resgatando a cidadania.
04. Como é ser Coordenador Municipal LGBT de uma cidade interiorana?
Muito difícil. Requer amadurecimento, dedicação, habilidade política para romper preconceitos que surgem todos os dias ao nascer do sol.
05. As Coordenadorias Municipais sobrevivem independentemente da Coordenadoria Estadual?
Sobreviver não seria o termo exato, mas reconhecemos que a coordenadoria estadual tem sido a cada dia um suporte para o fortalecimento das coordenadorias municipais.
06. Quais os “gargalos” políticos que desaceleram o crescimento da sua Coordenadoria?O preconceito velado institucional – é como lutar com um inimigo invisível – e a ausência de orçamento próprio que não lhe proporciona nenhuma ação que não dependa de outros.
07. Enumere os grandes feitos da sua gestão como Coordenador Municipal de Pacatuba.
· Estamos na IV Parada pela Diversidade de Pacatuba.
· Atendimento ao público LGBT com encaminhamentos para setores da saúde, educação, advogado público, mediação familiar, entre outros.
· Parcerias com ONG’S
08. Você acredita que os governos manifestam um interesse real pela causa da diversidade sexual ou é apenas uma estratégia política para inserção nas camadas “coloridas” com intuitos meramente particulares?
Os dois. Em alguns momentos da realidade política há interesse sim dos governos na causa LGBT, porque somos também uma causa de direitos humanos. E quando conveniente eles também utilizam do movimento para interesses pessoais e partidários.
09. Como você avalia a gestão da Coordenadora Estadual Andrea Rossati?
Vitoriosa. Em um tempo não muito distante requeríamos coordenadorias que nos representassem e contemplassem as lutas de segmento LGBT. Hoje podemos ocupar tribunas e relatar ganhos, vitórias conquistadas através do desempenho e dedicação de Andrea Rossati à frente da coordenadoria estadual. Para ocupar o cargo de coordenadora estadual LGBT é necessário que se tenha valores que ultrapassem a influência política. A coordenadoria exige competência, conhecimento, coragem e habilidade política. Parabéns Ceará!
10. Você acredita que estamos vivendo um novo momento histórico onde a sociedade se mostra mais aberta à diversidade sexual e identidade de gênero?
Sim. São 30 anos de luta, dedicação, mas, ainda há muito por conquistar.
Nome: Syllvio Lúccio
Profissão: funcionário público
Cidade: Pacatuba, Ceará
Contatos: (85) 8634 3549
E-mail: ntfs20@hotmail.com
Música preferida: Amado – Vanessa da Mata
Livro que indica: O segredo – Rhonda Byrne
Filme favorito: Antes que termine o dia
Fonte: Blog World G News


Homens trans no Brasil
Homens trans no exterior

0 comentários:
Postar um comentário