A ABHT esteve, no dia 25 de março de 2013, em reunião na Casa da Onu, em Brasília, juntamente a outras lideranças do movimento trans no Brasil - a Antra e a Redtrans - para discutir sobre os Objetivos do Milênio e a Lei de Identidade de Gênero.
Durante a manhã, na reunião sobre os Objetivos do Milênio, ficaram pautadas como prioridades atuais do movimento social trans demandadas ao Programa das Nações Unidas os pontos: 1 - Erradicação de todas as formas de preconceito e discriminação; 2 - Educação para a população trans; 3 - Trabalho para a população trans. Como forma de conseguir, ficou consensuado que será aprovando as leis de criminalização da homo-lesbo-transfobia e Lei de Identidade de Gênero, promovendo políticas públicas de Direitos Humanos, a despatologização das transidentidades etc.
As demandas da população trans também serão incluídas no relatório do Brasil juntamente às demandas de outras populações vulneráveis desta pesquisa global para os próximos Objetivos do Milênio (ODM). Os atuais ODM foram datados de 2000 a 2015, e o Brasil já conseguiu atingir 6 dos 8 objetivos.
Durante a tarde foi discutida a Lei de Identidade de Gênero com a deputada argentina Maria Rachid (que propôs a lei de identidade de gênero da Argentina, aprovada em 2012) a ativista argentina Marcela Romero (Ata e Redlactrans), e a deputada Erika Kokay (PT-DF) que propôs junto ao deputado Jean Wyllys (PSOL-RJ) a Lei de Identidade de Gênero brasileira - Lei João W. Nery - mais adequada às nossas necessidades. O Coordenador do Programa das Nações Unidas no Brasil, Jorge Chediek também esteve presente.
Tivemos conhecimento da experiência argentina e pensamos expectativas a respeito da aprovação da Lei de Identidade de Gênero no Brasil. Infelizmente a ofensiva contra os Direitos Humanos e a Laicidade que tem se evidenciado no Congresso Nacional se coloca como um obstáculo a ser transcendido primeiro.


Homens trans no Brasil
Homens trans no exterior

