"O preconceito muitas vezes pode ser causado pela falta de informação como explica o transexual e diretor executivo da Associação Brasileira de Homens Trans (ABHT), Andreas Maurice Boschetti, que desenvolve trabalho de conscientização ministrando palestras em universidades.
Uma pessoa transexual é alguém que possui características do sexo oposto ao que nasceu. Por exemplo, o homem transexual nasceu com o sexo biológico feminino, mas não se sente ou não consegue pensar com tanta feminilidade quanto teria uma mulher.
Andreas avalia que o homem transexual sofre menos preconceito por conseguir agregar as feições masculinas com mais facilidade após o uso de medicamentos apropriados. “O período mais complicado é quando começamos a tomar os hormônios e aparecem mudanças, já a mulher acaba passando por mais problemas por não conseguir eliminar algumas características masculinas”.
Uma boa notícia para esse segmento veio com a portaria 1.820, de 2009, do Ministério da Saúde, que garantiu a inclusão do nome social no cartão do Sistema Único de Saúde, além do nome de registro. Apesar de ser uma grande vitória, Anna Paula Vencato, lembra que a medida ainda enfrenta resistência por parte de médicos e profissionais da ponta do atendimento, que insistem em chamá-los pelo nome civil.
Andreas sentiu na pele esse desconforto. Ele lembra que ia ao dentista acompanhado por uma amiga. Quando era chamado por Ana (nome do RG) entravam os dois, só aí se identificava ao profissional. 'Usamos essas manobras para não ficar constrangedor nem para gente, nem para quem está ao redor', conta e completa: 'não ligo mais para essas situações, simplesmente explico. Acho que quanto mais eu falar, mais as pessoas vão entender do que se trata'."
Fonte: Revista do Simesp (trecho)
9 de ago. de 2013
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